IL DIAVOLO ALL’OPERA: representações do diabo na ópera oitocentista / IL DIAVOLO ALL'OPERA: representations of the devil in the nineteenth century opera

Carlos Eduardo SILVA (UFSC)

Resumo


RESUMO: Este artigo aborda o elemento diabólico em relação com a música sob três aspectos: como símbolo musical; personificação da virtuose de instrumentistas e figura de representação em dramas líricos. O primeiro trata do sentimento diabólico na música, manifestado no trítono, também chamado de “o diabo na música” ou “o som do diabo”, acentuado no período neogótico da Baixa Idade Média. No segundo aspecto, enfatiza-se o imaginário no qual a comunhão do demônio com certos instrumentistas resultaria nos grandes virtuoses alçados a fama e ao sucesso, como Paganini e Tartini. Por fim, chega-se ao diabo como figura, personagem encarnado ou simplesmente mencionado em algumas óperas românticas do século XIX, como Faust, de Gounod; Mefistofele, Iago e Barnaba, todos libretos de Boito.

PALAVRAS-CHAVE: Tritono. Diabo. Virtuoses. Ópera. Música.

 

ABSTRACT: This article discusses the devilish element in relation to music under three aspects: as a musical symbol; personification of the instrumentalists virtuoses and representation character in lyrical dramas. The first deals with the diabolical feeling in music, manifested in the tritone, also called "the devil in music" or "the sound of the devil", accentuated in the Neogothic period of the Late Middle Ages. In the second aspect, it is emphasized the imaginary in which the communion of the devil with certain instrumentalists would result in the great virtuoses raised to fame and to success, like Paganini and Tartini. Finally, one arrives at the devil as a character, a person incarnated or simply mentioned in some romantic operas of the nineteenth century, like Faust, by Gounod; Mefistofele, Iago and Barnaba, all from Boito's librettos.

KEYWORDS: Tritone. Devil. Virtuoses. Opera. Music.

 

 

RESUMEN: Este artículo aborda el elemento diabólico en relación con la música en tres aspectos: como un símbolo musical; personificación del instrumentista virtuoso y figura de representación en dramas líricos. El primero trata del sentimiento diabólico en la música, manifestado en el tritono, también llamado “el diablo en la música” o “el sonido del diablo”, acentuado en el período neogótico de la Baja Edad Media. En el segundo aspecto, se enfatiza el imaginario en el que la comunión del demonio con ciertos instrumentistas daría lugar a los grandes virtuosos elevados a la fama y al éxito, como Paganini y Tartini. Finalmente, uno llega al diablo como figura, personaje encarnado, o simplemente mencionado en algunas óperas románticas del siglo XIX, como el Fausto de Gounod; Mefistofele, Iago y Barnaba, todas libretas de Boito.

PALABRAS CLAVE:  Tritono. Diablo. Virtuoses. Ópera. Música.


Texto completo:

PDF - P. 371-385

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