A adequação psicológica na gênese e no futuro da Gramática Discursivo- Funcional

J. Lachlan MACKENZIE

Resumo


RESUMO: Numa época em que os adeptos da Gramática Gerativa consideravam que as estruturas sintáticas teriam ‘realidade psicológica’, DIK (1978) formulou, em sua primeira apresentação da Gramática Funcional (GF), a noção de ‘adequação psicológica’, noção que não desempenharia um papel importante na prática desse modelo. Na Gramática Discursivo-Funcional (GDF; HENGEVELD e MACKENZIE 2008), porém, a relação entre linguística e psicologia volta ao primeiro plano, já que a arquitetura do modelo é motivada pela suposição de que uma gramática será mais eficaz quanto mais sua organização se assemelhar ao processamento da linguagem pelo indivíduo. Além disso, vários conceitos chave da GDF provêm diretamente da psicolinguística, embora os críticos da GDF considerem as ambições psicológicas da GDF tanto irrelevantes como insuficientes. Neste artigo, exemplifico vários fenómenos que têm sido importantes nas investigações psicolinguísticas dos
últimos anos (incrementalidade, expectativas, priming, alinhamento dialógico). Surgem vários elementos para uma futura discussão sobre a relação de fecundação cruzada entre gramática e psicologia cognitiva.

PALAVRAS-CHAVE: Gramática; Funcionalismo; Adequação; Psicologia.

ABSTRACT: It was at a time when the supporters of enerative Grammar believed that syntactic structures had 'psychological reality' that DIK (1978), in his first presentation of Functional Grammar (FG), formulated the notion of ‘psychological adequacy’, a notion that after all was not to play an important part in the practical implementation of his model. In Functional Discourse Grammar (FDG; HENGEVELD and MACKENZIE 2008), however, the relationship between linguistics and psychology has been foregrounded again, with the model's architecture being motivated by the claim that a grammar will be more effective, the more its organization
resembles language processing in the individual. Furthermore, several key concepts of FDG originate directly in
psycholinguistics, although critics of FDG consider its psychological ambitions to be either irrelevant or
insufficient. In this article, I exemplify various phenomena that have been prominent in the psycholinguistic research of recent years (incrementality, projection, priming, interactive alignment). What emerges may form the basis for future discussions on how grammar and cognitive psychology can enter into a relation of productive cross-fertilization.

KEYWORDS: Grammar; Functionalism; Adequacy; Psychology.


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